domingo, 11 de março de 2007

O Etanol e o paradoxo Brasil colônia

O Brasil se vê com uma grande expectativa para fomentar a ganância mundial de energia. Neste sentido a bioenergia que vem mais uma vez da nossa adorável cana-de-açucar. Esse mesmo produto que adoçou por mais de um século o "Chá das cinco" do europeus, quando ainda éramos colônia. Agora parece que vai mover os luxuosos carros dos norte americanos. Creio que Bush não está nem um pouco preocupado com a questão do efeito estufa e sim com a custo que o Brasil vem produzindo o álcool. Um país que acabou de ser independente de petróleo e que tem a maior experiência em geração de energia renovável, não deixaria de chamar a atenção dos gananciosos.
Espero que não nos tornemos novamente um colônia de monocultura e que espulsemos nossos camponeses de suas terras. Ainda pior de espulsar o homem do campo de suas terras, é escravizá-los nas plantações de cana como na époco do engenho. Esse filme Eu já assisti e não quero que se repita, o Brasil Colônia. Assim produziremos álcool para mover conversíveis, enquanto temos que caminhar a pé por não terem condições de um transporte digno.
Espero que esta onda do estanol não intesifica mais uma vez o êxodo rural, pois no campo não ha trabalho para homens e sim para máquinas. Ironia pensar, mas talvez esse processo possa gerar pobreza em vez de desenvolvimento aos nossos homens do campo, e a única coisa que vão lhe restar é o álcool (Cachaça) para se entorpecer e diminuir as dores da vida, longe de suas terras e nas periferias das grandes cidades.
Defendo sim um crescimento econômico, mas para os brasileiro e não para manter a ganância mundial de energia.

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