Onde andas que não os vejo?
A cama está grande sem você,
Perambulo pela casa a ti procurar.
Cadê teus olhos que não me olham mais.
Por onde andas teus ouvidos nos finais de tarde.
Já não sinto mais tuas mãos.
Ah quanto tempo mais não ti sinto.
Afinal não sinto a mim mesm@,
Cadê a brisa no final do outono?
A lua não reflete mais na Lagoa
Não sinto mais o aroma do seu café, nas manhãs de inverno.
O sorvete de domingo perdeu o sabor.
A vida. Vida, que Vida?
Acho que á perdi ha alguns anos.
Joãoooo. Não esquece de pegar minha receita!
E por favor passe logo na farmacinha antes que o remédio acabe.
Pois você sabe não consido viver sem ele. Viver? Eu?
João .... ah João. Me entorpece, pois não mais me suporto.
segunda-feira, 26 de março de 2007
Infinito Particular
"...Eis o melhor e o pior de mim.
Em alguns instantes sou pequenino e também gigante.
Vem cara me retrate, não é impossível Eu não difícil de ler.
Faça a sua parte, Eu sou daqui Eu não sou de marte
Vem cá não tenha medo. A água á potáve daqui você beber.
Só não se perca ao entrar no Meu Ifinitos Particular"
M.Monte.
Ver você
Entrar sem pedir licença,
Embreaguar em sua dega.
Sussurrar em teus ouvidos, sem pensar no amanhã.
Dançar descalços e denudos
Ter você
Sair sem você perceber
Apagar rastros
Mochilas nas costas.
Liberdade
Encontrar-me
Viver ....
terça-feira, 13 de março de 2007
Sapos na Lagoa
A escuta talvez seja uma das mais interessantes formas de refletir sobre o nosso cotidiano. Estava Eu de "penetra" numa palestra no Simpósio de Psicologia onde a ilustre palestrante e nativa da cidade contou a história do Sapo. "Segunda ela o Sapo é um animal que tem uma grande facilidade de adaptar-se ao meio, principalmente as condições clímática. Na história narrada, a tentativa era matar a sapo em uma água fervendo mas você não consegue jogá-lo na água ja em ebuliçao, pois ele vai escorregar de sua mão sempre e sair pulando. A estratégia é colocar o sapo em na água fria e em seguida levar a vasilha ao fogo. Devido sua grande capacidade de adaptação o sapo não percebe que a água está esquentando e vai se mantém dentro da vasilha. Quando ele se dá conta a água jé entrou em estado de ebulição e ele morre em seguida" (Estória C.Resende).
Durante a narração da história pude desencadear alguns devaneios quanto a condição SAPO, condição esta que considero estar boa parte da população inserida. Sapos que por inúmeros fatores (culturais, ideológicos, políticos e educacionais) foram arracados de sua Lagoa habitat natural, de liberdade de expressão da vida e embutidos em uma recipiente com água. A mesma água que fora antes a sobrevivência para o animal, irá torná-lo sua própria forma de morte. Como esses SAPOS chegaram a este recipiente não tem-se clareza....mas continuar neste estado de espera e comodismo irá certamente causar sua morte.
Talvez trazer a história desse animal para refletir sobre a condição humana seria um importante reflexão.
Afinal quem preparou essa água que estamos inseridos? Quem controla esse fogo? como sair dessa panela e buscar novamente a liberdade na Lagoa? Como perceber que esta água está esquentando?
Percebo que já me encontro nesta panela e que a água está se esquentando.... e de forma alguma quero manter-me nesta condição de sapo aprisionado. Se o imposto aumenta....a gnt da um jeitinho (corta gastos). Se a segurança falha...a gnt da uma jeitinho (põe grade e aumenta o muro). Se os políticos se corrompe a gnt da um jeitinho (começa a odiar política). Se não a educação não funciona....? que jeitinho damos? Assistimos TV! Se tudo isso não funciona gera o caos social......mas mesmo assim damos um jeitinho. (nos entorpecemos de drogas lícitas e ilícitas para suportar o caos). E assim vai.................. Á água está esquentado e nos estamos nos adaptando na mesma forma do sapo. Até chegar um ponto que irá entrar em ebulição e morreremos todos.
O que faremos?....essa Freud não explica. Ainda mais quando os Sapos não percebe que a água esquentam. Afinal estão uns precupados com o próprio umbigo...o outro com a vida alheia...o outros se entorpecem para suportar o calor e não se movem. Perderam a sensibilidade?
Como fazer esse Sapo sentir esse calor e pular dessa panela? Será que algum que ainda estará de fora precisará gritar? ......
Ah sapos! A nossa água está esquentando...... Pularemos fora ou morreremos?
A Lagoa que nos espera lá fora é bela......mas pra viver novamente precisaremos nos mover e pular dessa panela.
domingo, 11 de março de 2007
O Etanol e o paradoxo Brasil colônia
O Brasil se vê com uma grande expectativa para fomentar a ganância mundial de energia. Neste sentido a bioenergia que vem mais uma vez da nossa adorável cana-de-açucar. Esse mesmo produto que adoçou por mais de um século o "Chá das cinco" do europeus, quando ainda éramos colônia. Agora parece que vai mover os luxuosos carros dos norte americanos. Creio que Bush não está nem um pouco preocupado com a questão do efeito estufa e sim com a custo que o Brasil vem produzindo o álcool. Um país que acabou de ser independente de petróleo e que tem a maior experiência em geração de energia renovável, não deixaria de chamar a atenção dos gananciosos.Espero que não nos tornemos novamente um colônia de monocultura e que espulsemos nossos camponeses de suas terras. Ainda pior de espulsar o homem do campo de suas terras, é escravizá-los nas plantações de cana como na époco do engenho. Esse filme Eu já assisti e não quero que se repita, o Brasil Colônia. Assim produziremos álcool para mover conversíveis, enquanto temos que caminhar a pé por não terem condições de um transporte digno.
Espero que esta onda do estanol não intesifica mais uma vez o êxodo rural, pois no campo não ha trabalho para homens e sim para máquinas. Ironia pensar, mas talvez esse processo possa gerar pobreza em vez de desenvolvimento aos nossos homens do campo, e a única coisa que vão lhe restar é o álcool (Cachaça) para se entorpecer e diminuir as dores da vida, longe de suas terras e nas periferias das grandes cidades.
Defendo sim um crescimento econômico, mas para os brasileiro e não para manter a ganância mundial de energia.
Sem Rumos...
...ando me pergutando o quanto conhecemos de nossas mentes. Creio que muito pouco ! A mente é um infinito de possibildades que passamos quase a vida todos sem conhecê-las. E que muitas das vezes nos esquecemos que somos racionais. Não sei se ainda Freud explica os comportamentos da humanidade, percebo que não temos mais pensadores, nossa geração parece que não pensa mais. Estamos sem rumos....talvez aflitos. cadê nossos líderes? Nossas Bandeiras? Nossos amigos? Nossas ideologias?
Cadê você que anda por um lado e por outro e parece que nunca está aqui....não consigo ti sentir. Cadê todo mundo?
Não sei de rumos a seguir.... e não quero ser guiado pela tendência de um mercado. Socorroo!
"Se a noite não tivesse tanto atalho
o amanhã não fosse tão distante
solidão seria nada pra você"
Bob Dylan
Cadê você que anda por um lado e por outro e parece que nunca está aqui....não consigo ti sentir. Cadê todo mundo?
Não sei de rumos a seguir.... e não quero ser guiado pela tendência de um mercado. Socorroo!
"Se a noite não tivesse tanto atalho
o amanhã não fosse tão distante
solidão seria nada pra você"
Bob Dylan
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